quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Devocional João 1:16


imagem (tumblr)

  E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. (João 1:16)


Faz parte da natureza de Deus ser fiel, bondoso, misericordioso, justo, santo e ainda outras características que são primícias dEle. Nós seres humanos também temos características exclusivas, que constituem nossa natureza adâmica, contrárias às de Deus. Somos invejosos, cobiçosos, injustos, falhos, somos pecadores predestinados. Somos ambiciosos. Queremos aquilo que muitas vezes não precisamos, aquilo que não pertence a nós, a nossa vida e a nossa missão. Porque um pedreiro precisa saber dançar, se a sua função é construir? Ora, um pedreiro pode querer dançar e continuar construindo. Isso é normal para nós, querer ser tudo, querer ter tudo, sentir tudo, aprender de tudo, vivenciar tudo. Ambicionamos tudo. O pensamento positivista de Comte é muito mais presente em nós do que imaginamos, e isso vai muito além da bandeira nacional (ordem e progresso). A verdade é que desejamos um progresso individualista, não importando qual ordem ou regra precisará ser quebrada. Quantas vezes já ouvimos que deve ser difícil ser político e não ser corrupto? Muitas. Porém, quantas vezes já nos perguntamos o porque tem que ser tão difícil? Não poderia ser simples?
Para aqueles que nasceram de novo, é mais simples. Isso porque quando Cristo derramou Seu sangue na cruz, ele rasgou um véu que nós separava de Deus, que nós separava de alcançar a sala do trono. Quando este véu se rasgou, a porta da graça se escancarou para nós, (porque ela já estava aberta desde quando Cristo nasceu, João 1:16) e o desejo de querer ver Jesus, seguir a Jesus, amar a Jesus invadiu os nossos corações. Paulo disse aos filipenses no capítulo 2 da epístola: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” e ele prossegue falando da imensa humildade de Cristo (Fp 2:5). Mas esse sentimento que habitou nEle foi muito além da humildade. Em Colossenses no capítulo 1, Paulo continua aquele pensamento dizendo que “foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle (Jesus) habitasseEm Jesus habitou toda a plenitude, e não só em sua característica divina, mas a plenitude habitou nEle quando era homem, de carne e osso. (Cl 1:19-24)
Quando nos tornamos servos e amigos de Jesus, a plenitude dEle anseia habitar em nós. E a plenitude e algo muito profundo, espiritual, é pleno. Uma totalidade. Como se tudo de bom, agradável e perfeito habitasse em Cristo. Ele carregava dentro de Si toda a plenitude, e escolheu carregar junto disso todas as nossas enfermidades. Portanto, quando Paulo fala que a natureza adâmica acabou quando nós voltamos para Cristo, e disso que Ele estava falando (Rm 5:12-15). Não é por nosso mérito, não é por nossa natureza, mas é porque Jesus escolheu que nEle habitasse não só a plenitude, mas também todas as nossas dores e pecados. Nele habitava tudo de bom, perfeito e agradável, e em mim e em você habita tudo de ruim, falho e pecaminoso. Não foi nós quem decidimos deixar a nossa natureza para seguir a de Cristo, mas foi Ele quem decidiu tirar esse peso de você e de mim, e carregar até a Cruz. Está consumado (Jo 19:30). Ele consumou toda a nossa carga, muito antes de você pensar em carregá-la. E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça sobre graça.




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